segunda-feira, 6 de julho de 2009

Relatórios das oficinas de Julho

Cursistas e formadora na sala de aula participando do debate e assistindo ao filme.Momento de interação, descontração e crescimento... O bom que foi a gente não esquece!... Acima,IMAGENS do ARRAIÁ DO GESTAR.Bom demais!!!...

RELATÓRIO N°. 04 - Oficina 06 – unidade 12 TP3.
No dia 04 de julho de 2009,na E.E.Pe. José Gonçalves de Souza, às 08h, teve início mais um encontro do GESTAR II em Felixlândia.

Como de costume, fizemos juntos um momento inicial de reflexão.Em virtude do clima junino (embora seja julho), eu e a formadora de Matemática escolhemos o texto “ A Pipoca” de Rubem Alves.Fiz a leitura expressiva do texto como convém a um professor de Língua Portuguesa. Terminada a leitura, fizemos uma bonita reflexão sobre nossa prática pedagógica e a necessidade de transformá – la, considerando, metaforicamente, o GESTAR como o fogo novo que transforma o milho mirrado em pipoca..Foi um momento precioso onde todos reconheceram a necessidade de rever velhos conceitos para não terminarem como “ piruás”.A cursista Sônia leu a mensagem "o jovem e a estrela do mar" que enriqueceu nossa reflexão inicial.

O ambiente em que nos reunimos estava decorado a caráter. Estamos recebendo apoio dos colegas: a professora de Arte, Viviane Márcia , confeccionou um bonito painel e Marli Vieira decorou o Quiosque com bandeirinhas coloridas.Ficou um luxo! O professor Sindcley cuidou do som e do Data Show,com muita eficiência e cuidado. Sem falar no lanche preparado pelas cantineiras Piedade e Maria Geralda, sob a coordenação da Bete Borba , fruto da generosidade da diretora Carmem .( Obrigada, pela parceria!).

Num segundo momento, fomos para a sala de aula. Organizados em semicírculo,falamos da inter- relação entre gêneros e tipos textuais, baseados nos seguintes textos: Soneto (Luís de Camões, Lírica. Cit., p.123); Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios 13.1,2,3. (Bíblia Sagrada); Monte Castelo (Legião Urbana, CD “As Quatro Estações”,1989). Contextualizamos os textos após a leitura /audição dos mesmos.Falamos do Renascimento, destacando a transição do Classicismo para o Barroco. Comentamos sobre o “gênero epistolar”, considerando – o como um domínio discursivo que comporta vários textos do Gênero. Ouvimos e cantamos a música Monte Castelo. Comentamos sobre o contexto cultural em que a música foi composta e percebemos que o significado de um vocábulo está sempre atrelado ao seu contexto de uso.Observamos também que a oralidade e escrita se entrelaçam na produção de uma canção, considerando que a melodia acrescenta características peculiares a um poema.

Exploramos aspectos como: intencionalidade, contexto discursivo, público – alvo, mobilidade dos gêneros, sequências tipológicas, plano composicional, estilo, domínio discursivo, etc. Socializamos as experiências da sala de aula,apresentando os relatórios do Avançando na Prática.. Esse foi ,sem dúvida, o momento mais fecundo. As experiências compartilhadas nos fortalece e aponta caminhos.As dificuldades, muitas vezes, se identificam e buscamos soluções coletivas ou aprendemos com a experiência do colega.Todos queriam relatar suas dificuldades e seus acertos e assim foi feito.A atividade mais comentada foi a descrição de um objeto (jogo realizado em dois grupos), envolvendo oralidade e escrita.Essa atividade é animada, mas os alunos fazem barulho vibrando com os acertos.Alguns professores estavam preocupados com o fato, pois o silêncio é considerado um valor na escola.Conversamos e relativizamos esse valor, o que deixou os professores encorajados a ousar.Outra atividade testada foi a transposição de gêneros textuais, onde, partindo de um receita convencional, os alunos produziram receitas como: Receita de homem ideal, receita de felicidade, receita de um relacionamento feliz, etc.

Neste ponto, voltamos ao Quiosque para o “ lanche junino”.Os responsáveis pela música ao vivo não puderam comparecer, mas os cursistas garantiram a animação ouvindo e cantando modas sertanejas.Distribuímos a mensagem “ Pessoas são como Música”e retornamos ao trabalho.

Trabalhamos com o Texto de Jô Soares “Composição: o salário mínimo.”Através das atividades propostas, sistematizamos nossos conhecimentos sobre gêneros e tipos textuais. Para subsidiar o nosso próximo encontro, exibimos o filme “Narradores de Javé”, no Data Show, enquanto os cursistas comiam pipoca.. Entregamos um roteiro para análise do filme, que deverá ser apresentado no próximo encontro. Entregamos também um roteiro para avaliação da oficina. Deixamos alguns questionamentos que direcionarão as reflexões da próxima oficina. Com um pequeno atraso, encerramos a oficina às 12h 30min.Todos estávamos felizes.Ninguém reclamou. Que bom!
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Relatório da oficina n° 05 (oficina 07 da TP4)
Fundamentação: Unidades 13 e 14 da TP4 – Leitura e Letramento.

No dia 18 de julho de 2009, conforme o previsto, aconteceu o 5°. Encontro do Gestar II, em Felixlândia – MG.

Com início às 8h, a reunião visava a aprofundar e centralizar as reflexões sobre o processo de letramento e leitura, e promover a prática dos cursistas com relação ao trabalho com o texto.

Para a reflexão inicial, foram lidas algumas passagens do livro “Filhos brilhantes, alunos fascinantes” com o objetivo de iniciar um debate sobre o valor do educador no contexto atual e de sua relação com o educando.A leitura despertou o interesse dos cursistas que estavam precisando de uma palavra de incentivo. Foi distribuído um cartão bem bacana, com uma ‘pérola’ dentro de uma concha, simbolizando a preciosidade do educador, mesmo quando não reconhecida.

A turma de Matemática antecipou o encontro e não esteve conosco dessa vez.Éramos apenas 10, pois um acidente que vitimou o primo de uma cursista e o casamento da cursista Aurora( a quem parabenizamos) desfalcaram o nosso ‘time’. Resolvemos fazer todo o encontro no Quiosque da escola.

Fizemos o comentário das atividades com o filme “Narradores de Javé” . A cursista Lidyane destacou – se pelo interesse e empenho.Ela pesquisou sobre o tema letramento e “ roubou a cena” relacionando o tema ao conteúdo do filme.Os demais professores alegaram falta de tempo para o estudo em casa , já que o encerramento do semestre letivo acarreta sobrecarga de trabalho.Agradeceram e parabenizaram à Lidyane pela socialização de suas pesquisas e estudos, que serão úteis a todos.

Foi lido e discutido o texto de referência que subsidiou nossas reflexões sobre: letramento, alfabetização, escolarização e cultura.Reconhecemos alguns equívocos no ensino da leitura e interpretação de texto e discutimos sobre possíveis saídas. É necessário buscar o significado do texto através de um correto processo de leitura, explorando os conhecimentos prévios dos leitores (alunos).

O relato das experiências com o Avançando na Prática deixou a desejar. Muitos cursistas não conseguiram realizar a atividade devido ao tumulto ocasionado pelo final de semestre: provas, simulados, reuniões, festas juninas nas escolas, etc. Diante disso, fiz as seguintes perguntas: Por que não avaliar as atividades do GESTAR II (Avançando na Prática) ? Por que não considerar as atividades do GESTAR como parte integrante do “plano de curso”? _ Concluímos que ainda estamos presos a um currículo que limita e empobrece a nossa prática. Por outro lado, os dois relatos apresentados foram ótimos e reforçaram a ideia de que as atividades do GESTAR são viáveis e envolvem professores e alunos numa relação prazerosa de ensino- aprendizagem.

Fizemos uma pausa de 20 min. para uma gostosa confraternização. Teve bolo que simbolizou a oficina 07 da TP4 e simbolizou também o meu aniversário a realizar- se no próximo dia 25. Assim, num clima de descontração, todos sopramos a velinha !...

Voltamos ao trabalho, agora em pequenos grupos, elaborando um plano de aula para a exploração do poema de Drummond: Cidadezinha Qualquer. Foi um momento muito rico.Todos trabalharam com entusiasmo e socializaram o planos ( com louvor! ). No final, eu apresentei, como forma de enriquecimento, os passos da aula que apliquei no 1°. Ano do ensino médio, com o referido texto.Mostrei as conclusões dos alunos e ouvi os cursistas. Falamos da busca do sentido do texto e passamos por caminhos como: gêneros e tipos textuais, inferências sobre a intencionalidade do autor, informações sobre Itabira, biografia de Drummond, forma do poema, estrutura sintática, etc.Até a cantineira parou para ouvir e no final fez comentários, provando que o conhecimento prévio do leitor é importante no processo de busca do sentido do texto.

A avaliação final apontou a oficina como muito proveitosa e prática: o ambiente acolhedor, liberdade de expressão, troca de experiências capazes de mudar a nossa prática.Disseram que a formadora é animada e entusiasmada e que consegue fazer a turma trabalhar.Concordo, mas preciso fazê- los trabalhar ainda mais, com naturalidade, sem ansiedade. Chegaremos lá!

Retomamos a discussão sobre projetos.Alguns já estão sendo estruturados, outros ainda estão na fase inicial. Em agosto, nos plantões, dedicar- me- ei exclusivamente a atender aos professores com dificuldades nesse sentido.

Olhamos os portfólios. Fizemos uma foto e os cursistas trocaram informações e experiências sobre os mesmos.Alguns comentários e observações foram feitas para que os cursistas possam desenvolvê- los com eficiência.

Antecipamos o conteúdo do próximo encontro “Mergulho no Texto” e lembramos a necessidade da leitura cuidadosa da TP.

Ah! A cursista Sônia reclamou do pouco tempo das oficinas. Há muito o que discutir e o tempo ‘ voa’. Precisamos ser artistas para priorizar o debate e conduzi- lo de forma produtiva. Também o tempo entre as oficinas (15 dias) não está sendo satisfatório. O professor precisa estudar as unidades (conteúdo) antes de aplicar as atividades para os alunos e o tempo tem sido um dificultador.

Encerramos com uma pequena mensagem, que não foi lida no encontro.Cada um levou para casa uma mensagem de incentivo,falando da importância de trabalharmos em equipe.

Valeu!!!

Um comentário:

  1. Oi Bernadete,que bom que você gostou do meu blog.Por aqui estamos um pouco atrasadas , mas devagar chego lá.
    Quanto a cor do blog, você acertou...rsrs além de ser a cor que mais gosto é de esperança também.
    Beijos
    Sumara

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